A Evolução da Manutenção no Cenário Industrial



No atual cenário econômico mundial, as organizações passam por profundas transformações e a preocupação com a competitividade se torna cada vez maior. Diante desse contexto, a função manutenção pode contribuir e muito nos resultados de uma empresa. Mas para isso deve ser reconhecida como um departamento crítico que ocupa uma função estratégica, contribuindo para a competitividade e sucesso da companhia.

Infelizmente, a realidade da maioria das indústrias brasileiras, em termos de manutenção, ainda está fundamentada na manutenção corretiva (o que se refere a 1ª geração da indústria)

Kardec e Nascif (2001) relatam que por volta de 1950, com o desenvolvimento da industria para atender aos esforcos pós-guerra, esta passou a depender cada vez mais das maquinas, que começaram a se multiplicar e modificar em tipo, quantidade e complexidade. Desse modo, prevenir a eventual paralisação das maquinas tornou-se cada vez mais relevante. Começa a nascer então a 2º geração, fundamentada na manutenção preventiva.

Historicamente, o choque do petróleo é considerado um marco para o gerenciamento da manutenção, marcando o fim da segunda geração e o início da terceira (nasce então a manutenção preditiva).

Outro fato historico importante foi o crescimento do uso dos conceitos de administracao da producao japoneses, Just in Time. Este influenciou toda a industria ocidental, gerando novos conceitos de manutencao e manutenibilidade. Entre eles os conceitos de Manutenção Centrada em Confiabilidade (RCM ou MCC) e a Manutenção Produtiva Total (TPM ou MTP).

Vivemos agora uma nova revolução tecnológica que promete transformar a maneira como o mundo funciona, proporcinando crescimento econômico, gerando empregos mais qualificados e propiciando elevação dos padrões de vida. É o conceito da quarta geração da indústria (indústria 4.0), que engloba algumas tecnologias para automação, troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem. A manutenção mais uma vez irá acompanhar essa evolução e terá uma importância relevante nesse novo cenário e grandes desafios no que diz respeito a gestão de ativos.

Referência Bibliográficas:

KARDEC, A; FLORES, J.; SEIXAS, E. Gestão estratégica e indicadores de desempenho. Rio de Janeiro: Qualitymark: ABRAMAN, 2002.


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Déo Martins

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Déo Martins - Professor e Consultor de Gestão da Manutenção Industrial